Pesquisa IstoÉ/Sensus aponta para 2º turno nas eleições presidenciais
Dilma tem 35% das intenções voto, contra 23,7% de Aécio e 11% de Eduardo Campos
Fonte: Jornal
do Brasil
Pesquisa
ISTOÉ/Sensus, divulgada neste sábado, mostra pela primeira vez,
desde que começaram a ser divulgadas as enquetes eleitorais de
2014, que a sucessão da presidente Dilma Rousseff deverá ser
decidida apenas no segundo turno. No levantamento realizado com dois
mil eleitores entre os dias 22 e 25 de abril, Dilma (PT) soma 35%
das intenções de voto. Aécio Neves (PSDB) tem 23,7%, e o
ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) aparece com
11%. Somando-se os percentuais atribuídos a Aécio e Campos,
chega-se a 34,7%, apenas 0,3% abaixo dos 35% de Dilma.
O JB já
tinha antecipado que haveria segundo turno nas eleições deste ano.
Confira
na íntegra o artigo publicado:
Opinião -
2014 começará após a decisão do 2º turno, no dia 26 de outubro
O
ano novo, que na realidade não começa no dia 2 de janeiro, e sim
no dia 6, encontrará o Brasil parado de férias. Em fevereiro, o
batuque das escolas de samba fará mais barulho nos ouvidos do que
os apitos das fábricas, com a economia parada.
Quando
chegarmos em meados de março, estaremos rezando na Semana Santa, e
passaremos logo aos primeiros dias de abril, quando o Brasil poderá
se surpreender com as agências de classificação de risco
rebaixando títulos brasileiros.
Com
um país parado e as agências de risco desclassificando o Brasil,
os candidatos da oposição poderão sentir pela primeira vez
o crescimento dos
seus índices de popularidade.
Paralelamente,
o Brasil começará a viver a proximidade da Copa do Mundo. Contudo,
o futebol, paixão do brasileiro,
estará longe do povo, impossibilitado de assistir aos jogos devido
aos preços exorbitantes dos ingressos. Joseph Blatter, que era um
simples e medíocre funcionário da Fifa, que segurava o saco para
que o então presidente, João Havelange, escondesse as supostas
irregularidades, agora impõe humilhações ao Brasil, que vão de
"chutes no traseiro" a determinar regras em nosso
território, como se a Fifa mandasse no país. Regras e escândalos
que já provocaram a ira da população, que foi às ruas protestar
e promete mais manifestações no ano que está por vir.
Como
se não bastasse, depois de tantas humilhações impostas ao
país-sede da Copa, a seleção caiu numa chave cuja sequência de
confrontos numa segunda fase põe em xeque o sucesso da trajetória.
Uma chave perversa.
Este
mesmo Blatter agora afirma que nada sabia dos escândalos da
entidade que hoje comanda, como se o secretário-geral pudesse
realmente não saber do que se passa nos corredores da Fifa.
Esse
medíocre dirigente anda escoltado no Brasil, como andam os
presidentes "delinquentes" que precisam manter-se
distantes do povo. Bem diferente de João Havelange, um belga
naturalizado brasileiro que é respeitado por autoridades e em cuja
gestão, o futebol brasileiro teve sua maior ascensão.
Blatter
precisa realmente andar bem escoltado no Brasil. Ele foi uma das
grandes influências malignas do futebol brasileiro, destruindo a
sua imagem, afastando o povo e até os proprietários
da cadeiras cativas do Maracanã. Blatter deve mesmo se
preocupar com sua segurança. A sorte deste homem é que nós,
brasileiros, somos do bem.
Em
outra esfera, no campo político, o país estará vivendo uma das
eleições mais milionárias dos últimos tempos. Serão mais de 60
candidatos ao Senado, mais de 40 disputando cargos em governos,
cerca de 5 mil concorrendo a votos para deputados federal e
estadual, e ainda três fortes candidatos à Presidência da
República. Imaginem a fortuna que será gasta em todas estas
campanhas.
O
STF indicou nos primeiros votos de seus ministros que as eleições
não poderão ser financiadas pela iniciativa privada. As
dificuldades serão imensas. Tudo indica que a presidenta Dilma será
reeleita, mas tudo indica também que ela não terá maioria. Seu
PT, prognosticado pelo próprio deputado Ricardo Berzoini, não fará
a mesma bancada que tem. O PMDB tem o PMDB que apoia Dilma e tem o
PMDB de Geddel Vieira, que sai do governo hostilizando-o pelo seu
Twitter.
Os
partidos pequenos, hoje aliados do governo, estarão apoiando
candidatos de oposição a Dilma. Por sua vez, as lideranças da
oposição não têm perfil para comandar uma campanha contra as
realizações de Lula e de Dilma.
Nada
pode prognosticar o que vai ser do Brasil no dia seguinte das
eleições para presidente da República, em 26 de outubro (data do
segundo turno). Teremos uma presidenta que não vai ter a
necessidade de cooptar o Congresso, porque não disputará uma
terceira eleição, e um Congresso que não se sentirá bem tendo
seus projetos de lei vetados porque poderão incidir em processo
inflacionário. Um Congresso que poderá não ter simpatia pelo
Executivo, e um Executivo que vai ter que governar para entrar para
a história, e terá que prescindir da demagogia.
Mais
resultados da pesquisa Sensus
Num
cenário em que foram incluídos oito candidatos, inclusive os
nanicos, Dilma obteve 34%. Aécio ficou com 19,9%. Campos cravou
8,3%. Somando-se Aécio e Campos aos outros seis nomes mencionados
pelos pesquisadores, os adversários da presidente chegam a 32,4%.
Uma diferença de 1,6%. Portanto, considerando-se a margem de erro,
permanece a indicação de segundo turno.
No
levantamento ISTOÉ/Sensus realizado em 136 municípios de 24
Estados, menos de 7% dos votos separam Dilma de Aécio em um
eventual segundo turno. Se a eleição fosse hoje, a presidente
teria 38,6% e o senador mineiro 31,9%, uma diferença de 6,7%. Se a
disputa fosse com o ex-governador Eduardo Campos a situação de
Dilma seria mais confortável: teria 39,1% contra 24,8%.
A
pesquisa também revelou a alta taxa de rejeição. Hoje 42% dos
eleitores afirmam que não votariam em Dilma de jeito nenhum.
Eduardo Campos é rejeitado por 35,1% e Aécio Neves por 31,1%.
A
pesquisa ISTOÉ/Sensus também mostrou uma reprovação do governo e
da forma como a presidente Dilma conduz a administração federal.
Dos eleitores, 66,1% avaliam o governo como regular ou negativo e
49,1% desaprovam o desempenho pessoal da presidente. Metade dos
eleitores (50,2%) acredita que o Brasil não está no rumo certo.
Pesquisa
Ibope já tinha constatado queda de Dilma
Pesquisa
do Ibope divulgada no dia 17 de abril mostrou que as intenções
de voto na presidente Dilma Rousseff caíram de 40% em março
para 37% em abril. O JB já vinha anunciando há
meses a dificuldade que a presidente Dilma Rousseff teria para
conquistar sua reeleição e que enfrentava dificuldades em
Pernambuco e no Rio de janeiro, por exemplo.
"Tudo
indica que a presidenta Dilma será reeleita, mas tudo indica também
que ela não terá maioria. Seu PT, prognosticado pelo próprio
deputado Ricardo Berzoini, não fará a mesma bancada que tem. O
PMDB tem o PMDB que apoia Dilma e tem o PMDB de Geddel Vieira, que
sai do governo hostilizando-o pelo seu Twitter", dizia o JB.
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